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  • felipeoemos

O valor do silêncio

Atualizado: Jan 30

Silêncio.

Era uma sala grande, mas não tão grande assim. Uma sala modesta, paredes brancas. Haviam dois retratos na parede, ambos da mesma pessoa, a pessoa que todos ali aguardavam, cada um em sua meditação.

Silêncio.

Em sua lotação máxima, naquela sala cabem por volta de 150 meditadores, que ficam sentados em esteiras de madeira, posicionadas de forma eficiente em volta de uma cadeira central. A cadeira está vazia. Se pressupõe: a cadeira deve ser da pessoa do retrato, a cadeira deve ser da pessoa que todos ali aguardam, cada um em sua meditação.

Silêncio. E quando a tal pessoa chega? Ela chega 10h da manhã. Ela chega 10h da manhã todos os dias. Todos os dias ela entra na sala, no seu passo, no seu tempo, olhando para o chão, até que chega ao centro e ela se senta na tal cadeira. Então ela fica ali. Ela espera. Não… ela não "espera". Pelo menos não da forma que costumamos dar significado à palavra "esperar". Ela provavelmente apenas vive. Ela sente. Ela respira.

Mais um pouco de silêncio… e ela se levanta. Então ela faz questão de olhar olho no olho com cada pessoa ali presente. Com alguns ela passa o olhar rapidamente, com outros o olhar é mais profundo, prolongado, suas expressões faciais afloram e ela até faz gestos com as mãos. Pense como deve ser estar na posição desta mulher, que todos os dias vai até uma sala fazer comunicação não verbal com os estranhos que a esperam. Por que alguém faria isso? E curiosamente os "estranhos" (a maioria deles gringos) continuam aparecendo e aparecendo, alguns até ficam de fora da sala. Por que isso acontece?

Bom, para responder isso precisamos entender quem é esta mulher. Ela é Sri Siva Shakti e é um ser humano peculiar em uma série de aspectos. O primeiro é o seu gênero. O título de "Sri" é dado a pessoas bem espiritualizadas e respeitadas. Na Índia, uma mulher "Sri" é uma baita de uma exceção. O destino esperado da mulher é aquele de casamento (muitas vezes arranjado) e de labuta. A Índia me impressionou com a quantidade de mulheres com trabalhos braçais pesados que você vê pela rua e, em contraste, quando se vê algum iniciado em uma tradição religiosa, que geralmente vai usar uma roupa meio diferente laranja ou preta, esse é do sexo masculino. Ou seja, se você nasceu mulher, então você não nasceu para buscar a vida espiritual… isso é coisa de homem.

A Índia para mim está se mostrando ser duas faces de uma mesma moeda. Uma face é a do exótico, do extraordinário, do surpreendente, do belo, do inimaginável, até do "diferente do diferente". É encantadora demais! E tem também a face do chato, do ordinário, do humano, do sub-humano, do "mesmo do mesmo". Como pode certas coisas caírem para um lado tão familiar? Siva Shakti é dona de seu corpo? De sua vida? Ela é dona de seu destino? O que a sociedade tem haver com isso?

Entendi. Que coisa, já ouvi essa história antes, creio que você também. Seres humanos e suas diversas mesmas formas de injustiça… O lindo é que, mesmo pagando o preço de tal escolha, Siva Shakti trilhou seu próprio caminho.

Confesso que eu não sei o que é estar à margem desta forma. Os privilégios que me cercam em tantos níveis dificultam meu exercício de empatia, porém creio que não dificultam meu cultivo de admiração. Quanta coragem na subversão! Certamente não foi algo fácil.

Quanto silêncio…

O silêncio permite um contato com outras camadas da experiência humana.

O comum é o bombardeio de estímulos, a alimentação forçada de informações, a reprodução não digerida de comportamentos, a fala desenfreada, insatisfeita com sua própria natureza de mediocridade.

Delicioso é o gostinho da certeza, o outro é que está errado e nós certamente não estamos perdidos, ou pelo menos está é a história que a gente conta antes de dormir.

O amanhã é desenfreado, tão forte mais tão forte que o ontem já foi esquecido e precisa ser lembrado com o artefato do Instagram. O agora, coitado, é só um ponto na barra do vídeo do YouTube, esmagado por seus irmãos mais importantes, de elevada dimensão. Pois o futuro e o passado são linhas vastas e coloridas, facilmente visíveis e concretas, cheias de conteúdo, cheias de importância, a vida certamente acontece ali! A função do agora é apenas transformar o futuro em passado, varrer e pintar a barra do YouTube de vermelho vital.

A insatisfação pelo vídeo ter acabado é o combustível da repetição do ritual: vou ver o próximo vídeo de recomendação. "Seria insuportável não assistir o próximo vídeo… além do meu desconforto atual pelo último ter acabado, a imagem do próximo é tão boa: os gatinhos parecem TÃO fofos…"

Por trás dos panos, um algoritmo que está sendo executado do outro lado do mundo não só decide o que você irá assistir em seguida como também te observa minuciosamente. Tal algoritmo se torna cada vez mais especialista em você, ele se torna o melhor especialista do mundo em saber responder a seguinte pergunta: "qual conteúdo irá prender este humano a maior quantidade possível de tempo dentro da minha rede social?"

Uma ferramenta assim, capaz de deixar os psicólogos comportamentais e suas "caixas de Skinner" no chinelo, é a droga de escolha da juventude: são apenas viciados em se sentir bem. Essa droga proporciona isso de forma muito imediata, é uma recompensa instantânea a nível de neurotransmissores cerebrais.

Se você não sabe, tire um momento para pesquisar sobre uso de rede sociais e a depressão. É muito importante compreender bem o que está em jogo, já que estas ferramentas colocam em cheque o nosso próprio livre arbítrio. Será realmente possível saber o que é melhor para mim? Se o Facebook tem o poder (comprovado cientificamente) de alterar a química do seu cérebro, então essa resposta não é tão simples assim. Se já não pesquisou, pesquise sobre rede social e saúde mental. A ciência comprova a relação entre o aumento do uso de rede social com o aumento de índices de depressão. Que fique claro, não sou contra o uso de ferramentas poderosas como as redes sociais, eu mesmo faço uso e ainda estou tentando entender certas dinâmicas e implicações. Posso usá-las, deveria inclusive fazer da forma mais sábia possível, o que eu sou contra é que ocorra aquela troca de papéis que muitos de nós conhecemos, eu sou contra que elas façam uso de mim.

O grande problema é que essa é uma linha muito tênue, muuuito tênue. Quando sou eu que estou usando e quando estou sendo usado? Difícil perceber isso. Fica aqui o meu convite, de coração, para que você também busque entender como é essa linha, que divide o uso saudável do não saudável.

Quando que o Facebook, o YouTube, o Instagram, ou qualquer que seja o estímulo, tomou conta do volante da sua vida, mesmo que por um breve momento? Muitas vezes é bastante sutil. Muitas vezes é algo bastante naturalizado. Muitas vezes seremos cegos aos nossos próprios comportamentos condicionados e não saberemos ver o que é e o que não é danoso.

Veja o exemplo da criança, que implora para a mãe:


""Mamãe, só mais um doce!"


A criança já passou a linha do exagero faz tempo mas, para ela, o décimo bombom da caixa não vai fazer nenhum mal, ele é inclusive uma grande necessidade para sua felicidade.


Mas será que a criança tem noção das consequências de seus atos? Creio que não. Uma boa mãe tem bem mais consciência do que ela. A ausência do bombom é mais ou menos sofrimento do que uma disfunção alimentar, uma diabetes, ou PIOR: um futuro adulto mimado?

Pois é, eu e você somos crianças e, se queremos aprender a sofrer menos, teremos que aprender a ser a nossa própria mãe… a nossa própria mãe responsável. Agir sabiamente e agir no imediatismo costumam ser coisas bem diferentes. Não só nas redes sociais, mas em nossa sociedade em geral e até mesmo em nossa vida íntima, a tendência que observo é metaforicamente esse transe por chocolate. Acho insano. É um estado de transe, em que vemos de forma distorcida e desafiamos o bom senso, mudando os pesos de importância que daríamos às coisas. Será que aqui caberia um grito?

"ACORDAAAA!!!"

Que bando de zumbis que nós somos…

Eu sou zumbi também...


"FELIPE, ACORDA!"

A verdade é que um grito assim de pouco adiantaria, o que de fato move o homem?

O ser humano só faltava sair por aí balbuciando "cérebros… mais cérebros…", "chocolate, mais chocolate…"

Olha só, a direção que ele está andando é determinada por fome, fome, fome. Olha que ser faminto, tão faminto que não consegue se distanciar do teatro de sua vida. Nesta narrativa tão "realista" e cheia de direito próprio, a busca por saciedade justifica as mais naturalizadas das inconsequências. Se é assim, como acordar? Como parar de nos machucarmos? Como pararmos de cometer injustiças a torto e a direita? Por que fazemos questão de cultivar e compartilhar um sofrimento tão contagiante? Caro leitor, cessar o ciclo de sofrimento que está assim tão enraizado no comportamento e na natureza humana talvez seja a mais difícil das tarefas, há quem diga ser impossível.

O nome desse ciclo é Samsara, daí vem o título do blog. Samsara é o ciclo de sofrimento que te acompanha desde o nascimento até a morte. Eu quero compreender esse ciclo... para mim é um projeto de vida. Que fique claro que cessar o ciclo de sofrimento por completo é algo que soa irrealista, deixemos esta discussão de lado, para que ela fique no campo do valor poético dos Yoguis. Não é isto que está em cheque aqui.

Da forma mais "pé no chão" possível, o que dá para saber sobre a natureza do sofrimento?



O que precisamos investigar é o caminho, é o nosso próximo passo, é o presente e tudo aquilo que está em nosso alcance. O que acontece se colocarmos a mão no fogo? O que irá acontecer com você se hoje decidir que irá "enfiar o pé na jaca", tomar uma quantidade de álcool digna de um bom universitário da Unicamp que saiu de uma semana de prova?

No amanhã, o que virá é a ressaca e, com uma certa dedicação à prática, em alguns anos, virá a cirrose.

O campo das ações é o primeiro que deve ser observado: elas são super importantes para o seu destino. A inconsequência pode ser seu instrumento de paz, mas ela não será muito duradoura

De forma muito implacável, o Samsara é aqui e agora, pode ser muito bem agravado se você não estiver atento. Esta é uma das primeiras características que observamos sobre o sofrimento. Ele não é binário (ou se sofre ou não se sofre nada), o sofrimento é gradativo, dá pra sofrer mais ou menos, dependendo do que se faz, dependendo do que acontece e dependendo de como se vê as coisas.

O famoso "Fim de Samsara" é na verdade a própria jornada, é o que existe, é o presente, é mutável e é incrivelmente empoderador. É o mito do herói e sua história de redenção. É a batalha contra nós mesmos, que enfrentamos todos os dias e na qual podemos nos tornar guerreiros mais ou menos habilidosos.

"Às vezes, até viver é um ato de coragem" - Seneca

O site "Projeto Samsara" é um lugar para nós caminharmos juntos nesta direção de melhoria, é um convite para sairmos do automático, olharmos para dentro e olharmos para fora com novos olhos. Por favor, se sentir no coração, comente, interaja no blog, se trocarmos experiências será tudo muito mais rico 😊

Não sou nenhum guru detentor das respostas da vida, o que faço aqui é apenas um compartilhamento sincero de minha trilha e também quero aprender com a sua.


Para mim, o fim de Samsara está inteiramente ligado com o silêncio.


As vezes em que mais me encontrei desconectado do meu Bom Senso foram também as vezes em que mais estive desconectado do exercício da boa escuta.

A boa e sincera escuta é trabalhosa. Ela precisa ser atenta e desapegada de pontos de vista. É preciso paciência, do contrário não aguentamos esperar que a frase se conclua e já saímos formulando a resposta em nossa mente (não é possível escutar e falar ao mesmo tempo). Ao escutar, é preciso que o indivíduo se torne uma folha em branco, que ele simplesmente se permita. A folha em branco se permite ser preenchida por quaisquer estímulos que vierem a seu encontro e, só depois que a obra de arte está concluída, é possível interpretar aquilo de forma mais digna.

Às vezes, essa boa escuta ocorre com um conselho amigo, que vêm quase como um banho frio do universo. Talvez te faça tremer um pouco, mas te dá uma boa acordada.
Outras vezes, a folha pode ser preenchida por nós mesmos. A escuta da nossa própria consciência é muitas vezes o que precisamos para um sábio reajuste de rota.

Tudo isso é fácil de ser dito e não tão fácil assim de ser feito na prática. Mas já que é uma prática, quanto mais se faz melhor fica, dá até para dizer que é uma arte.

O nome dessa arte é Meditação. Essa escuta plena ou, melhor ainda, atenção plena vai muito além da escuta literal, que fazemos nas conversas com nossos amigos ou mesmo em conversas de pensamento, que fazemos com nós mesmos. É algo além da linguagem. Esta atenção plena se estende para todo o seu corpo, todas as sensações, emoções e estímulos que acontecem momento a momento.

O seu corpo fala com você o tempo todo. Ao sentir raiva ou paixão, o que acontece com a respiração? Ela muda, ela te avisa que algo está acontecendo. Às vezes aparece até um calor na nuca, outras um frio na barriga.

Todo esse campo mais sensível da sua experiência surge na meditação de forma muito clara e natural. Com essa maior qualidade de atenção (proporcionada pelo exercício) fica até mais fácil aprender alguma coisa com esses objetos. O comum inclusive é se sentir curioso para entender como essas coisas se desenrolam. Como surge minha ansiedade? Como surge o meu medo? Como é que eu me saboto?

Essa investigação ocorre não em um nível intelectual, mas sim em um nível surpreendentemente prático e aplicável, num nível sensível. Meditação é aprender a lidar com as coisas. O exercício é tão aplicável que hoje você encontra meditação desde o vale do silício até em laboratórios de pesquisa da USP, Unifesp, Harvard e outras grandes universidades do mundo. Os resultados são comprovados pela ciência e abraçados por grande parte dos psiquiatras.

Conforme se pratica cada vez mais, o exercício revela suas outras proporções: é uma exploração do inconsciente, é uma exploração do que torna você você.

"Enquanto não nos tornarmos conscientes do nosso inconsciente, seremos ditados por ele e estaremos fadados a chamar isso de destino" - Carl Jung


Muitos conhecem o quão trabalhoso é se submeter a esse ou aquele tipo de terapia. De forma muito semelhante, não espere menos da meditação, ela pode se mostrar extremamente trabalhosa, porém os frutos serão proporcionais ao trabalho bem feito. Difíceis as coisas já são, a ideia aqui é trabalhar hoje para termos alimento farto no inverno. Geralmente, é muito difícil ver valor em uma prática de austeridade. Seja ficar sentado "sem fazer nada" (não é exatamente isso mas é uma boa imagem para a meditação) por 10 minutos ou se isolar numa caverna por 10 anos, estas são ambas práticas de austeridade. Como é possível algo assim competir com o Netflix, o buteco ou o Mark Zuckerberg?

Bom, esta não é uma pergunta fácil de ser respondida, a verdade é que cada um deve tirar as suas próprias conclusões.

Para mim o "X da questão" é a diferença entre "prazer" e "felicidade". Qual dos dois você quer?

Um deles é uma sensação agradável no corpo. O outro tem mais a ver com uma construção.

A sabedoria é a capacidade de sair do território da impulsividade e passar a tomar decisões que considerem o amplo. Amplitude pode ser várias coisas, uma das mais clássicas é a temporal.

Qualquer um que tenha cartão de crédito pode hoje se deliciar de itens capitalistas que vão muito além de seu poder aquisitivo, já que na prestação: quanto mais você aumenta o número de parcelas, menor fica o valor de cada parcela!


Genial! Mais genial do que isso só mesmo a conta dos juros que irão te assombrar primavera, verão, outono e inverno.

O conselho geral é que grandes prestações não são atitudes muito sábias. O prazer de hoje sempre tem o seu preço e talvez ele seja bem duro, talvez você demore a pagá-lo por completo. Regra geral pagar o seu sofrimento a prestação costuma até sair mais caro.

Espero que não ocorra com você, mas talvez o preço seja ser atropelado pelo tempo, se ver em um futuro não tão distante carregando uma grande e amarga coleção de arrependimentos.

O longo prazo importa tanto quanto o curto prazo, é preciso olhar para ambos com equanimidade. O sábio é equânime.

Sabedoria e felicidade andam juntos, a sabedoria cultiva naturalmente a felicidade. Felicidade nada mais é que um processo constante de manutenção. É saber plantar as sementes corretas no agora, cuidar bem das mudinhas de ontem e agradecer e desfrutar pelos frutos da árvore que plantamos 5 anos atrás.

Este é o valor do silêncio, o valor desse tipo de trabalho. Ele te ajuda muito a se alinhar com o seu Bom Senso interior, te ajuda a viver mais alinhado com seus interesses mais profundos. No silêncio, é mais fácil se lembrar:

"Esqueci de aguar meu manjericão!"

Você quer se conectar com o Bom Senso? A boa notícia é que ele já fala com você, o que precisamos aprender é a dar os nossos ouvidos sinceramente, atentamente e corajosamente. Desejo a você um ótimo silêncio. Caso sinta um chamado, estou deixando aqui um link de uma meditação guiada. São 9 minutos de plantio e cultivo de boas sementes 🙏🏻 Só não esqueça de regar também amanhã hahaha Não é da noite pro dia que certas coisas acontecem.

https://youtu.be/CeI_0jctJ7o Dizem que Siva Shakti sentiu um chamado para voltar a viver entre pessoas e assim ajudá-las a também entrarem em contato com seu silêncio interior.

Imagine essa cena. Imagine o momento de descer a montanha da caverna, após tanto tempo naquela vida, descer rumo ao barulho humano…

Sair ou não sair da caverna? As diversas possibilidades de vida estão muito dentro de nosso alcance e, curiosamente, cada escolha é na verdade uma renúncia.


Dá pra abraçar isso? Muitas vezes essa percepção entra em um lugar de incômodo: a vida e todo esse universo vasto de possibilidades, constantemente se estreitando com o andar do relógio, sempre mais próximo da morte…

A verdade (também implacável) é que abraçando ou não, as coisas são assim. Vendo ou não vendo, a morte se aproxima a cada respiração, isso é um fato.

Certamente esse tempo todo na caverna deve ter sido um bom tempo pra conversar bastante com a morte. O isolamento da nossa própria rotina de pensamentos também tem esse efeito: o de colocar a gente pra reavaliar "o que realmente importa?"

Por trás de todo esse seu barulho mental reside uma voz muito autêntica e sincera, que guarda as suas aspirações mais profundas e simplistas. O que realmente importa? Você vai morrer, talvez em breve, o que quer fazer com a sua vida? Esta sua voz, que geralmente fala bem baixinho, sabe muito bem a resposta. E é isso, não conheço Siva Shakti, nossa conversa foi breve e totalmente não verbal, mas tenho motivos fortes para acreditar que sua escolha deve ter sido muito autêntica. O segredo é saber quando tomar o silêncio e quando se manifestar, quando se isolar e quando se aproximar… Nenhum dos extremos é bom, cada um deve ter sensibilidade e atenção para traçar o seu próprio caminho do meio.

"Quer caminhar rápido? Vá sozinho. Quer caminhar longe? Vá bem acompanhado." - ditado chinês

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© 2020 por  Felipe Emos